Por que evangelizar?

O nosso mundo é bastante agitado e conturbado. Pessoas atarefadas com seus compromissos e problemas, às vezes escolares, profissionais e até mesmo familiares. Neste contexto, paira uma relevante pergunta: por que devo eu evangelizar? Essa pergunta é válida, pois, pelo fato de estarmos todos envolvidos com nossas correrias, teríamos ainda tempo e condições (até mesmo físicas) para evangelizar?

Paulo era um homem atarefado, cheio de compromissos e desafios e além de tudo, perseguido. Paulo foi um verdadeiro servo de Jesus, deixando-nos uma belíssima lição: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9:16). Paulo nos ensina que devemos pregar o evangelho sim, independente dos nossos compromissos e atividades do dia-a-dia, pois somos servos de Cristo e fomos chamados para este fim: pregar o evangelho. Por isso, Paulo trata a pregação do evangelho como obrigação, compromisso, estilo de vida, propósito maior, etc.

Precisamos, portanto, amar e viver o evangelho sempre. Assim, pregar será apenas uma conseqüência natural do viver cristão. Sejamos verdadeiros missionários, compreendendo que amar, viver e pregar o evangelho é nada mais do que o estilo de vida do verdadeiro cristão, é uma prova de amor, obediência e dedicação a Deus. Levemos, portanto, o evangelho do Senhor Jesus àqueles que ainda não o conhecem. Que em nossas tarefas do dia-a-dia, evangelizar seja sempre natural e prioritário.

Parceiros da Graça

Podemos definir graça como “favor imerecido” ou “a imerecida bondade ou amor de Deus aos que perderam o direito a ela e, por natureza, estão sob a sentença de condenação. A graça de Deus é a fonte de todas as bênçãos espirituais concedida aos pecadores” (L. Berkhof). Graça é a qualidade do coração do Pai de conceder imerecidamente a algumas pessoas favores especiais.
Aprendemos pela graça algumas coisas do coração de Deus: ele é um ser glorioso, que ama perfeitamente seus eleitos, que derrama sobre eles, constantemente e imutavelmente, sua bondade, sustentando-os e provendo-lhes todas as coisas – tanto física como espiritualmente.

A Graça de Cristo tem a ver com algo que NÃO MERECEMOS, por exemplo: o amor de Deus, sua bondade, eleição, salvação, livramento, companhia, fazer parte do corpo de Cristo, da sua família, etc. Não merecemos nada disso. Recebemos a graça de Deus pelos exclusivos méritos de Jesus Cristo, nosso salvador e mediador. Cristo a mereceu para nós.

Assim, somos parceiros da graça. O Pai, em Cristo, ao derramar sobre nós sua graça, nos fez participantes e herdeiros de todas as suas belíssimas promessas. Deu-nos a benção de receber sua misericórdia, perdão, salvação e libertação. Não somos estranhos, somos filhos. Temos a oportunidade de falar com o Pai e ouvir sua a voz.

Ao reconhecer a graça de Deus e seus desdobramentos, somos levados pelo Espírito Santo a uma vida de adoração, gratidão e serviço exclusivos ao Deus Trino.

Vivendo uma Comunhão Sincera e Verdadeira

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12:10). Com estas palavras o apóstolo Paulo orienta com relação ao tratamento e convivência os crentes romanos. Essas palavras não são restritas apenas aos cristãos no passado, aplica-se também a cada um de nós hoje. Falar de comunhão é falar sobre a nossa convivência como Corpo de Cristo, como irmãos e amigos, como filhos do nosso Pai Celestial.

Precisamos como família pensar com muito carinho sobre a nossa comunhão. Que ela não seja superficial, temporária, passageira, sem comprometimento, sem amor, sem compaixão, sem perdão, e assim, um comunhão vazia e enganosa. Antes, vivamos em família e como família. Vamos procurar praticar uma comunhão sincera e verdadeira, que valoriza o irmão, que o tem em máxima honra, que o trata com transparência, carinho, respeito e atenção. Desta maneira, não fale mal do outro, não difame seu irmão, pelo contrário, preocupe-se com ele, ame-o, ajude-o, ore por todos os seus irmãos. Na igreja e fora dela, valorize a companhia deles, tenha prazer em viver junto com eles, tenha satisfação em ser amigo de cada um deles.

Somente vivendo assim, seremos de fato uma família – a família de Deus. Uma comunidade que faz a diferença, que aponta o verdadeiro sentido da amizade, companheirismo, amor e comunhão. Que Deus o abençoe e faça de nossa igreja uma comunidade unida, respeitosa e amorosa para a glória do Pai.

Série: Teologia e Vida (4)

“Um Morreu por Todos”: Jesus, O Mediador entre Deus e os homens   “A teologia como estudo da Palavra, não pode ser algo simplesmente teórico...