Deus é Tudo!?

- “Deus para mim é tudo!” Essa foi a resposta de um jovem quando questionado sobre o que Deus era para sua vida. E talvez essa seja também a sua resposta – Deus é tudo! Essa frase está revestida de uma (aparente) piedade, dependência do Senhor e amor pela sua vontade. Linda resposta, mas que traz em seu pano de fundo, uma armadilha para àqueles que, de fato, amam a Deus.

Continuo questionando. Se esta for sua resposta, então você terá que, necessariamente, responder também que Deus está acima de sua família, filhos, de sua própria honra, do seu dinheiro e bens, do seu talento e orgulho, do seu trabalho, dos desejos do seu coração. Terá que responder também que, por causa de Deus e sua santa vontade, você abre mão da sua própria vida e daquilo que lhe é mais caro. Você está também disposto a viver a partir de agora segundo o que Deus prescreve em sua palavra e não, simplesmente, segundo seus próprios planos e desejos. Pois, se não conseguir responder positivamente a essas questões, então Deus não é tudo em sua vida! Eis a armadilha.

O problema não está nessa simples e corajosa resposta – “Deus para mim é tudo!”. O problema está em usar deste “chavão” para demonstrar uma piedade, uma humildade, dependência e amor não existentes. Ora, o que Deus tem que ser para nós? Sim, ele tem que ser – e é – tudo, não menos que isso – tudo! Mas, insisto, nossa crença e ética (comportamento) devem estar em harmonia e subordinados a essa resposta. Que Deus seja tudo em sua vida, não apenas na teoria, mas também na prática.

Adoração Integral

O culto na vida cristã inicia-se no ato da conversão e jamais terá fim. Começamos a compreender com clareza quem é Deus a partir do momento em que o Espírito Santo nos abre os olhos. Somente depois desta experiência unilateral é que iniciamos nossa tarefa como adoradores, vivendo nesta vida para engrandecer o nosso Senhor. Viver para adorar o nosso Deus é o que traz significado e valor para nossa existência como criaturas e filhos neste mundo.

A questão maior envolvida nesta tarefa é compreender quando estamos adorando a Deus? Seria apenas quando cantamos louvores a ele? Ou quando “freqüentamos” ou “assistimos” culto? Ou quando, de alguma maneira, nos emocionamos no culto? Ou ainda, naqueles poucos minutos que passamos com os irmãos na igreja, domingo a noite? Eu creio que não. Sabemos que estes momentos na vida cristã são muito caros para todos nós, mas a adoração ao Senhor vai além destes.

Deus requer uma adoração integral. O Senhor deseja ser adorado em todos os momentos da nossa vida. Onde estivermos, com quem e o quê estivermos fazendo ou falando, Deus deve ser adorado em tudo isto. Adoração integral está ligada com toda a nossa vida, nossas atitudes, pensamentos, dons e talentos, influência, amizades, namoro, casamento, trabalho, lazer, etc. Todas as facetas da vida devem estar mergulhadas na adoração, devem ser influenciadas pela santidade, reconhecendo o senhorio de Deus, em Cristo, sobre todas as coisas. Adoração integral é adorar a Deus sempre, em todos os lugares, em todos os momentos, com toda a nossa vida e com todo o nosso coração.

Elogios

Como é bom receber elogios. Faz bem às emoções, ao coração, ao corpo e à mente. Elogiar alguém é ressaltar suas qualidades, seus pontos positivos, descartando qualquer coisa que seja negativo. Elogiar é apontar aquilo que alguém tem de melhor.
Uma boa definição de LOUVOR é ELOGIAR. Quando louvamos, elogiamos, no caso, a Deus. Culto é momento em que dialogamos com o Senhor Deus, onde nós o louvamos (elogiamos) e ele, por sua vez, nos orienta segundo sua Palavra. Nós comparecemos diante dele em culto respondendo (obedecendo) sua própria convocação para adorá-lo (elogiar). E nós, como povo redimido por Cristo Jesus, com alegria, gratidão e devoção, o adoramos na beleza da sua santidade. Isto é culto! Culto é momento onde elogiamos o nosso Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ressaltamos suas qualidades (até porque o nosso Deus não tem defeitos!).

Portanto, em nosso culto ao Senhor – que não se restringe apenas no domingo a noite –
tenhamos sempre o cuidado de elogiá-lo, magnificando, por exemplo, sua majestade, amor, poder, graça, justiça, bondade, imutabilidade, eternidade, infinidade, conhecimento, sabedoria, veracidade, etc. Esses são apenas alguns dos atributos (qualidades) do nosso Deus excelso e grandioso. Conheçamos seus atributos, para melhor elogiá-lo (adorá-lo).

Lembre-se, se é bom receber elogios, melhor ainda é concedê-los. Assim, elogie alguém, e, acima de tudo, elogie (adore, louve) o Senhor dos Senhores, o Rei dos Reis, o Supremo e Maravilhoso Deus de toda glória, honra e poder. Elogie o nosso Deus.

Não Tire Férias!

Calma, é isso mesmo. Esse é o título: “Não Tire Férias!” Mas, deixe-me explicar primeiro. Todo mundo tem direito de tirar férias. Os servidores públicos, comerciantes, empresários, autônomos, etc. Todo mundo precisa de um tempo para descansar, refletir, tomar um gole de água fresca, ter o seu momento. Férias é um direito de todo trabalhador, mesmo daqueles que são autônomos – sem carteira assinada. Portanto, nesse sentido, você merece, tire férias! Tenha um tempo especial com sua esposa ou marido, com seus filhos. Tire Férias!

Mas, e o tema acima? Do que se trata? Sabe qual o problema? Às vezes, podemos, sem perceber, tirar férias de Deus. É neste sentido que o tema aponta: não tire férias de Deus! Tirar férias de Deus é quando não nos preocupamos com nossa vida devocional, com nosso comportamento segundo a Palavra. Tirar férias de Deus é ficar uma (boa) temporada sem vir na Igreja, sem ler a Bíblia, sem orar, sem falar de Cristo, sem adorar, viver segundo nossos pensamentos, sem considerar a obediência a Deus, o amor ao próximo, a humildade, altruísmo, gentileza, ética, piedade, santidade, etc.

Portanto, neste relevante sentido, neste mês de férias, NÃO TIRE FÉRIAS (DE DEUS)! Onde você estiver continue servindo ao Senhor, sendo fiel, amoroso, obediente, buscando a vida de santidade. Não aproveite seu descanso para fugir ou se afastar de Deus. De férias ou não, seja o mesmo, seja um homem ou mulher que ama a Deus acima de tudo. Pense, fale, deseje e decida sempre com o coração em Deus.

Servir ou ser servido?

Vivemos na cultura do consumismo. Isto é, muitos querem apenas ser servidos pelos demais, satisfazendo seu próprio ego e bem-estar, a despeito do interesse ou harmonia do próximo. Fazem apenas o que querem, na hora que querem e como querem. Não estão muito preocupados com a vontade e limite do outro, olham apenas para sí mesmos. Vivemos na era do fast-food, do múltiplo controle remoto (universal), delivery, etc. Exige-se muito, faz-se pouco. Onde vamos parar?

Percebemos esse mesmo costume no seio das igrejas cristãs. Muitos querem ser servidos por Deus, estão à espera de milagres, curas, maravilhas, bênçãos, bênçãos e mais bênçãos de Deus. Nunca estão satisfeitos. A igreja virou um supermercado. Os adoradores, consumidores. O louvor e as orações não são mais para Deus, e sim para a pessoa. Muitos se esquivam na hora da responsabilidade e do trabalho. Querem pronto e bem feito, mas sem compromisso e envolvimento no fazer e no servir.

Esperamos uma mudança neste quadro, entendendo que a vontade de Deus está sempre na contra-cultura, isto é, não somos dominados e influenciados pela cultura vigente, mas sempre pela Palavra de Deus. Ao invés de consumidores, precisamos de adoradores, no lugar de clientes, servos, nos lugar de pedidos, gratidão, no lugar das exigências, humildade, altruísmo e espírito pronto e serviçal, no lugar da honra, desejo de fazer, de compartilhar, de ajudar. Como diz a Palavra, “Todo aquele que quiser ser importante deve ser o servo. Todo aquele que quiser ser o mais importante, deve ser o escravo de todos” (Mc 10:43-44 Bíblia Viva). Assim Cristo foi! Este é o modelo e ideal para todos. Então, quer servir ou ser servido?

O Amor de Deus

Deus nos ama como somos. Ele não espera e nem exige que mudemos para nos amar. Ele nos aceita do nosso jeito. Com nossos defeitos, manias, medos, insegurança e fraquezas. Diante dele podemos ser nós mesmos, sem máscaras, sem fantasias, sem comparações, sem exigências, somente nós diante de um Pai que ama tremendamente seus filhos.

Esse amor também é incondicional, pois Deus não exige nada para que sejamos amados. Ele não espera ser presenteado nem agradado. Quando erramos, ou o decepcionamos, ou falhamos, ele não nos desampara, não nos abandona, não deixa de nos amar. O único que nos ama até o fim é Deus, por meio de Cristo Jesus. Deus sabe dos nossos medos, fracassos e defeitos, mas nos recebe sem receios, sem ressalvas. Ele ama perfeita e eternamente.

O imenso amor de Deus nos transforma, pois esse amor não é inerte, impotente ou apagado. Antes, é um amor que proporciona o melhor para os seus filhos. Por isso, impulsionado por esse imenso amor, Deus nos deu o seu único Filho – Cristo Jesus – para nos salvar. E nesta salvação, o amor de Deus, por meio do seu Espírito, transforma, amadurece, quebranta, purifica, aproxima e valoriza o seu povo amado. O amor de Deus é sublime, grandioso, gracioso e maravilhoso!
Desafiamos seu coração para conhecer e valorizar este tão belo amor de Deus por nós. Experimente, viva e dependa deste amor divino.

Série: Teologia e Vida (4)

“Um Morreu por Todos”: Jesus, O Mediador entre Deus e os homens   “A teologia como estudo da Palavra, não pode ser algo simplesmente teórico...