Servir ou ser servido?

Vivemos na cultura do consumismo. Isto é, muitos querem apenas ser servidos pelos demais, satisfazendo seu próprio ego e bem-estar, a despeito do interesse ou harmonia do próximo. Fazem apenas o que querem, na hora que querem e como querem. Não estão muito preocupados com a vontade e limite do outro, olham apenas para sí mesmos. Vivemos na era do fast-food, do múltiplo controle remoto (universal), delivery, etc. Exige-se muito, faz-se pouco. Onde vamos parar?

Percebemos esse mesmo costume no seio das igrejas cristãs. Muitos querem ser servidos por Deus, estão à espera de milagres, curas, maravilhas, bênçãos, bênçãos e mais bênçãos de Deus. Nunca estão satisfeitos. A igreja virou um supermercado. Os adoradores, consumidores. O louvor e as orações não são mais para Deus, e sim para a pessoa. Muitos se esquivam na hora da responsabilidade e do trabalho. Querem pronto e bem feito, mas sem compromisso e envolvimento no fazer e no servir.

Esperamos uma mudança neste quadro, entendendo que a vontade de Deus está sempre na contra-cultura, isto é, não somos dominados e influenciados pela cultura vigente, mas sempre pela Palavra de Deus. Ao invés de consumidores, precisamos de adoradores, no lugar de clientes, servos, nos lugar de pedidos, gratidão, no lugar das exigências, humildade, altruísmo e espírito pronto e serviçal, no lugar da honra, desejo de fazer, de compartilhar, de ajudar. Como diz a Palavra, “Todo aquele que quiser ser importante deve ser o servo. Todo aquele que quiser ser o mais importante, deve ser o escravo de todos” (Mc 10:43-44 Bíblia Viva). Assim Cristo foi! Este é o modelo e ideal para todos. Então, quer servir ou ser servido?

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