Discípulos ou religiosos?

Religioso é aquele que só vai na igreja de vez em quando. É o crente nominal. É aquele que não gosta de orar, não gosta de estar na presença do Pai. O crente religioso é aquele que acredita que precisa ser bonzinho para conseguir algo de Deus. Religioso é aquele que “barganha” as bênçãos com o Senhor. Acha que pode exigir alguma coisa de Jesus. Que merece algo em troca de sua suposta “religiosidade”. Religioso é aquele que não tem compromisso com Deus, sequer está preocupado com seu testemunho diante das outras pessoas. Religioso é aquele que vem à Igreja só por vir. Está pouco preocupado com a mensagem da Palavra e com o estudo bíblico. Acredita que a vida espiritual é apenas “um setor” da sua vida, sem nenhuma conexão com tudo o que faz, pensa ou fala. Religioso é aquele que trata o Pai do céu ainda como um “estranho”, sem muita intimidade com ele. Religioso é aquele que não ainda não percebeu a grandeza do amor e da graça de Cristo. Religioso é aquele não faz parte ainda do Reino de Deus. De religiosos as igrejas cristãs estão cheias, o difícil é encontrar discípulos. 

O discípulo é bem diferente do crente religioso. Discípulo é aquele que conhece e crê em Cristo. Já foi impactado pelo amor e pela graça do Pai. Sabe que Deus o ama como ele é. Que não há nada que ele possa fazer para obter algo de Deus, tudo recebe pela graça. Discípulo é aquele que reconheceu Jesus como seu salvador e senhor de toda sua vida. É aquele que já entregou todo o seu coração aos pés de Cristo, e agora, vive para a glória, para o serviço e para a proclamação do nome do Senhor. Discípulo é aquele que vive apenas para Jesus. Que não tem nada melhor ou maior do que Cristo em sua vida. É aquele que deixou os seus pecados. Discípulo é aquele que gosta de orar, que ama a Palavra e o estudo bíblico. É aquele que cultua a Deus com prazer e alegria. Que vive em santidade como gratidão ao Senhor pela sua graça. Discípulo é o filho verdadeiro do Senhor. E você, é religioso ou discípulo?

Corações Apaixonados


12 de junho. Dia dos namorados. Dia de se comemorar a paixão entre um casal que se ama. Essa data é comercialmente explorada. Há uma ênfase acentuada nos relacionamentos instantâneos, passageiros. Mas seráa que seria apenas isso? O dia dos namorados não tem mais nada a nos desafiar?

Podemos pensar, em primeiro lugar, que a Bíblia não permite relacionamento apenas passageiros, sem compromisso nenhum, o famoso “ficar”. Essa prática é mundana e totalmente estranho à vontade de Deus.

Em segundo lugar, somos levados a refletir que o verdadeiro amor é constituído também de paixão. O principal num relacionamento não é a paixão, e sim o amor, pois a paixão é um sentimento passageiro, o amor é duradouro e consistente. Mas, o amor é constituído também de paixão. Assim, é preciso ter o cuidado nos casamentos a preservar a paixão ou reacender constantemente esse sentimento no seio dos relacionamentos. Mesmo os casados, devem continuar apaixonados.

E, em último lugar, no dia dos namorados, devemos ponderar sobre a presença de Deus no casamento. Não há união feliz sem a ação do Senhor. Aprendemos que a aliança de Deus com seu povo envolve a bênção para a família. Por isso, mais importante do que a paixão, é a presença da graça e da condução do Senhor entre o casal.

Portanto, pense nessas lições. Busque manter corações apaixonados. Preserve o sentimento de respeito, cuidado, proteção e valorização no seu relacionamento. Não permita que se ausente a vontade de Deus no seu casamento ou namoro. Enfim, Feliz Dia dos Namorados para todos os apaixonados.

Série: Teologia e Vida (4)

“Um Morreu por Todos”: Jesus, O Mediador entre Deus e os homens   “A teologia como estudo da Palavra, não pode ser algo simplesmente teórico...