Guarde a sua língua


“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”. 
Provérbios 25.11

Falar é uma das qualidades que nos identifica como seres humanos. Falar é uma dádiva de Deus. Com ela declaramos o nosso amor, falamos com quem amamos. Expomos nossos sentimentos, nossos anseios, nossas dores, nossas necessidades. A comunicação verbal é fundamental para o convívio social.

Mas, atenção! A Escritura Sagrada aponta para o perigo do mal uso da língua: “Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha”, (Tg 3:5). A língua tem um poder bélico incrível. O seu uso mesquinho, sem limites e irracional pode ter resultados desastrosos. A reputação de alguém pode ser desmoronada, amizades de anos desfeitas, casamentos podem ser abalados; enfim, o prejuízo pode ser enorme. Geralmente, o mal uso da língua está ligado ao orgulho, mesquinhes, rancor, inveja, ciúmes, infantilidade. A Escritura diz: “Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade”, (Tg 3:14). Ai daqueles que colecionam estes valores no coração.

Então, como usar a língua corretamente? Como falar sem ofender, difamar, perjurar, atacar e/ou agredir o outro? Alguns pensam: “Sou assim mesmo”, ou “O que precisar falar, eu falo mesmo”. Estas atitudes não são sábias e nem advém de um coração humilde. Lemos na Escritura: “A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha para a sua alma”, (Pv 18:7).

A Escritura Sagrada aponta qual o melhor caminho para evitar estes perigos no uso das palavras. Seguir este caminho ético-moral assegurará o sucesso, a receptividade e a boa reverberação de suas palavras:

a)    Pensar primeiro o que falar;

b)    Estruturar sua fala apenas na verdade. A Escritura aconselha: “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo”, (Ef 4:25);

c)    Sempre avaliar o melhor tempo para falar, segundo a Escritura: “dar resposta apropriada é motivo de alegria; e como é bom um conselho na hora certa!”, (Pv 15:23);

d)    Nunca discutir no momento da raiva, conforme a Escritura aponta: “A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”, (Pv 15:1);

e)    Basear suas palavras na humildade, compaixão e acolhimento;

f)     Usar suas palavras de modo construtivo, e nunca destrutivo;

g)    Falar menos, ouvir mais. A Escritura adverte: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se”, (Tg 1:19);

h)    Falar ao outro, ou do outro, apenas aquilo que você gostaria de ouvir. Sempre bom trazer a mente o que a Escritura nos adverte: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”, (Ef 4.29).

Portanto, guarde a sua língua! Fale apenas a verdade. Profira palavras sempre dosadas com doçura e compreensão. “As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos”, nos orienta a Escritura, (Pv 16.24). Seja agradável nas suas palavras. Colabore para manter a unidade e paz onde você está. Que você seja zeloso e guardador de suas palavras. Deus se alegra das palavras sábias, cheias de verdade e brandura. Do contrário, Ele as abomina. Lembre-se sempre: as palavras revelam o seu caráter. O Senhor Jesus diz: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração”, (Mt 12:34).

AS DÁDIVAS DA CRUZ: Renovo - A Beleza de Começar de Novo


Renovar, retomar, recomeçar, reiniciar. Começar de novo nem sempre é fácil, mas, inevitavelmente necessário. Somos imperfeitos, nossos planos também são falhos. Carecemos, assim, constantemente, da reavaliação de tudo o que somos e fazemos. Retomar velhos planos, reiniciar projetos falidos, recomeçar sonhos preciosos, são práticas possíveis e necessárias!

Volte seus pensamentos por um instante ao Jardim do Éden (Gn 3). Deus criou tudo perfeito e cheio de comunhão e vida. O pecado entrou na humanidade e a quebra desta comunhão prevaleceu. Tudo se perdeu? Não, porque o Senhor das Escrituras é o Deus dos recomeços! Perceba como Deus renovou sua aliança com seus escolhidos, prometendo novamente, comunhão, bênçãos e vida. O fundamento deste renovo é o Messias, Cristo Jesus.

Em nossa vida podemos experimentar este renovo que vem do Alto. Quando o Messias reina em nosso coração, é possível acreditar na retomada do que se perdeu. O que impede o recomeço, muitas vezes, é a falta de fé, orgulho, amargura, medo. Estes valores negativos vão aos poucos perdendo força quando o coração é dominado pela presença de Cristo. Os discípulos de Jesus preferem sempre os valores que vem da cruz: esperança, humildade, perdão, acolhimento, coragem. Renovar é uma das dádivas da Cruz.

O renovo abrange nossa vida com Deus, nosso culto, nossa devoção e nosso testemunho. Toda a nossa espiritualidade deve ser sempre renovada para melhor agradar a Deus, com gratidão, santidade e serviço. Nosso relacionamento com o semelhante deve ser retomado sempre com base no amor, gentileza, altruísmo, transparência. Quando isto acontece, nos tornamos mais felizes, plenos e cheios da graça de Deus.

Portanto, a Cruz nos desafia a acreditar que começar de novo é sempre possível e a melhor opção. Não ache que tudo já acabou, tudo está perdido, tudo se foi. Enquanto temos o fôlego de vida, Deus nos desafia a acreditar no renovo. Filhos perdidos, casamentos rompidos, planos esquecidos, coração ferido, enfim, tudo pode ser renovado pela ação do Espírito Santo de Deus. Acredite! Busque! Não desista jamais!

Graças a Deus porque somos renovados, constantemente, com o Senhor! Obrigado Senhor, porque ter esperança é acreditar que tudo pode ser renovado! Que a nossa fé seja sempre renovada pelo Messias! Que Ele nos abençoe!

No próximo post, trataremos sobre contentamento. Ter e manter o coração agradecido por tudo o que Deus tem nos proporcionado é uma dádiva da Cruz. Contentamento nos impulsiona à paz, gratidão e solidariedade, valores urgentes em nossos dias. Não perca!

As Dádivas da Cruz - Cruz e Vida

A cruz é o momento central na história. Toda história converge para ela.

Nela percebemos de modo explícito a essência do coração de Deus, sua santidade, seu amor, sua justiça. A cruz é a revelação mais sublime de quem é Deus, seus atributos e sua aliança com seu povo. Dúvidas como, quem é Deus, quais suas qualidades, sua vontade, suas promessas, são sanadas quando a contemplamos. Aquele que morreu na Cruz, o Messias, o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, é quem dá sentido para a cruz.

Por ela recebemos as ricas promessas do Alto. Promessas de vida, de salvação, de amor e acolhimento. Essas promessas não estão restritas ao campo teórico, mas, atinge a nossa vida, promovendo uma completa transformação ontológica, epistemológica e objetiva. A vida toda é inundada pela graça que emana da cruz.

Assim, queremos defender dois princípios essenciais da cruz. O primeiro é que ela não foi um momento estanque na história, sem ligação com o já, com o agora. Antes, como demonstração amor de Deus traz implicações com o homem hoje. Valores como paz, aceitação, perdão, renovo, são dispensados ao coração daqueles que estão conectados positivamente com a cruz. O segundo princípio essencial que emana da cruz é que a partir dela, o amanhã ganhou novo sentido, não mais como algo indefinido, aberto e obscuro, mas, a fé é contemplada com esperança, novos tempos e certeza de restauração. Cruz não é apenas um momento sangrento e sofrível, mas o ponto na história quando os dons do coração de Deus foram aspergidos sobre o seu povo amado. Assim fé está ligado a vida, ontem, hoje e amanhã, abalando suas estruturas, e propondo uma nova realidade, segundo os valores do coração de Deus.

Queremos pensar justamente sobre estas dádivas que emanam da cruz do Redentor. Toda semana queremos pensar em uma dádiva específica. No próximo post vamos tratar sobre RENOVO como uma das dádivas que recebemos da cruz. Renovar é uma possibilidade quando o Messias reina em nosso coração. Renovo com Deus, o homem consigo mesmo e com o outro. A cruz nos desafia a acreditar que começar de novo é sempre possível e a melhor opção. Que Deus te abençoe.

Série: Teologia e Vida (4)

“Um Morreu por Todos”: Jesus, O Mediador entre Deus e os homens   “A teologia como estudo da Palavra, não pode ser algo simplesmente teórico...