A doce experiência de depender do Senhor

O homem longe de Deus é dominado pelo pecado, que o corrói e o destrói. Esta distância o faz experimentar um dos mais amargos sabores da vida: a independência e a prepotência. Digo amargo porque quando o homem vive somente para si, fecha os limites do seu coração para o único que pode sustentar-lhe, dirigir-lhe e proteger-lhe nesta vida. A prepotência o cega para ver suas fragilidades, suas misérias e suas limitações. Cega-o para o outro. Cega-o para Deus. Quão tolo e infeliz é o homem que experimenta a independência e a prepotência.

Por outro lado, a graça de Deus o liberta do pecado e de suas mazelas, abrindo-lhe os olhos do coração para enxergar e reconhecer o seu Criador, Salvador e Senhor de sua alma. E quando isso acontece, que maravilhoso! A partir daí, o homem é capacitado a experimentar a doce experiência de depender de Deus, de vivenciar a sua bondade e a sua compaixão sempre presentes, a despeito de suas imperfeições. O homem passa a saborear a delicadeza, o afeto e o carinho que brotam do coração santo do Senhor, que sempre age com sabedoria, propósitos e bondade, contemplando o bem da sua criação e a felicidade e paz dos seus filhos. É verdade que este só alcança essa felicidade nos braços do Senhor, numa vida de total dependência. Assim, livra-se de tudo aquilo que o amarra a uma prática mesquinha, individualista, tola e fadada à miséria e a infelicidade.

Experimentemos também a paz que brota de uma vida de dependência do Senhor. A vida em abundância inicia-se quando dependemos menos de nós mesmos e cada vez mais do Senhor. Adoremos e sirvamos Áquele que nos sustenta.

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