A cruz é o momento central na história. Toda história converge para ela. Nela percebemos de modo explícito a essência do coração de Deus, sua santidade, seu amor, sua justiça.
A cruz é a revelação mais sublime de quem é Deus, seus atributos e sua aliança com seu povo. Dúvidas como, quem é Deus, quais suas qualidades, sua vontade, suas promessas, são sanadas quando contemplamos a Cruz. Aquele que morreu na Cruz, o Messias, o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, é quem dá sentido para a Cruz.
Pela cruz
recebemos as ricas promessas do Alto. Promessas de vida, de salvação, de amor e
acolhimento. Essas promessas não estão restritas ao campo teórico, mas, atinge
a nossa vida, promovendo uma completa transformação ontológica, epistemológica
e objetiva. A vida toda é inundada pela graça que emana da cruz.
Queremos defender dois princípios essenciais da cruz. O primeiro é que ela não foi um momento estanque na história, sem ligação com o já, com o agora. Antes, como demonstração do amor de Deus, a cruz traz implicações com o homem hoje. Valores como paz, aceitação, perdão, renovo, são dispensados ao coração daqueles que estão conectados positivamente com a cruz.
O segundo princípio essencial que emana da
cruz é que a partir dela, o amanhã ganhou novo sentido, não mais como algo
indefinido, aberto e obscuro, mas, a fé é contemplada com esperança, novos
tempos e certeza de restauração. Cruz não é apenas um momento sangrento e
sofrível, mas o ponto na história quando os dons do coração de Deus foram
aspergidos sobre o seu povo amado. Assim, fé está ligada à vida, ontem, hoje e
amanhã, abalando suas estruturas, e propondo uma nova realidade, segundo os
valores do coração de Deus.

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